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sábado, 13 de outubro de 2018

QUANDO O JOÃOZINHO VIER PRA CASA



Quando o Joãozinho vier pra casa
Surra! Surra!
Nós vamos dizer: eu te avisei
Surra! Surra!
Você votou mal
Vai ter que aguentar
A guerra lá fora
Não vai parar
Só que não adianta chorar pelo leite que foi derramado.

Todos choram o voto jogado fora
Buá! Buá!
O Brasil virou o caos, já era agora
Buá! Buá!
Eu só queria uma arma pra atirar.
Agora a pressão eu não vou aguentar
Eu volto pra casa todo estourado e alvejado com furo de bala.

Você usa a inteligência e diz:
Burra! Burra!
Tão seguro da escolha certa que fez
Burra! Burra!
Só que a guerra civil é um pano de fundo
Bem lá no fundo a culpa é do fundo
Da campanha que você ajudou a metralhar o mundo.

Mas a culpa é toda nossa, entenda
Voltar! Votar!
Escolher um dia o melhor que há
Voltar! Votar!
Entre presos e trojanos
Armas, urnas, nossos planos 
Entender o que um dia nós verdadeiramente fomos. 
Entre presos e trojanos
Armas, urnas, nossos planos 
Entender um dia o que verdadeiramente nós somos. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

VIOLADO




Eu me sinto violado 
Quando cada pensamento meu é desmoralizado 
Quando cada sorriso meu é enferrujado
Quando cada ideal meu é amordaçado
Quando cada ente meu é assassinado

Tentam violar cada direito meu 
De dizer o que penso 
Ou o que sinto 
Sinto muito! 
O direito é meu! 

Não posso deixar de dizer o que penso. 
Penso, logo penso
Apressadamente penso 
No senso que há em mim. 

Não pensar é grave!
Vão pensar por você!
Vão fazer você entender 
Aquilo que não é pra ser.

Será que você não consegue mesmo entender?
Vão fazer você de otário.
O problema não é escolher o candidato a, b ou c. 
O problema é não conhecer
a essência do abecedário. 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

PERDI



Perdi
Perdi tudo aquilo que eu acreditava
Minha vida virou outra coisa
As mesmas coisas são oportunidades de fracasso
Vão me dizer pra levantar a cabeça, seguir em frente,
Lutar.
A única coisa que eu consigo é me entregar
A única coisa que eu quero é perceber
A única coisa que eu tentei ser.

Faz uma semana que eu não vejo a vida lá fora
Esses séculos, o vinte, o vinte e um, o vinte e dois...
Eles nos fazem mal
Sem nos perguntar se já preparamos o nosso funeral.


EU BEBI VENENO

Eu bebi veneno
Eu sumi
Eu era

Tentei fazer você entender que eu bebi veneno
Busquei fazer você perceber que eu sumi
Almejei ser o que eu era

Eu sinto que morri
Sinto isso do fundo da alma
Percebo que algo deu errado
Mas de que adianta ficar triste

Tudo morreu em mim
E eu morri quando bebi veneno
Eu só lamento

Existe em mim um espírito de derrota
Que tomou conta dos meus dias e noites
E dia e noite eu tento explicar o que sinto

Mas não dá!
Eu apenas me levanto e me deito
Todos os dias e todas as noites
Eu apenas levanto e deito o meu desânimo
Eu me sinto estranho...

TUDO TANTO NADA FAZ

O projeto do NADA
Sai do meio de TUDO!
Todo muro tem furo
Todo furo no mundo
Sono profundo
Sonhos pro fundo
No fundo
O fumo
Imundo
Consumo

Vou deixar de lado
O meu livre senso comum
E abraçar, de vez,
Um casual senso crítico.

Antes eu via pranas brilhantes.
Agora eu vejo moscas volantes.

Aquele que projeta TUDO
Sai do meio do NADA!
Todo murro machuca muito
Eu não me machuco mais
Tudo nada faz
Nada tudo tanto
Tanto tudo nada
Faz nada tudo
Tudo tanto nada faz...

Tudo – Nada – Tanto faz

PRIMEIRO DE OUTUBRO


Primeiro de outubro 
A velha dor e o absurdo 
De tentar ser feliz 
Quando o que existe é só desprazer
Custa muito entender 
Que eu já não me sinto perto de mim 
Que tão perto de mim está o fim 
Daquela existência que não deixou marcas 
São minhas marcas 
As dores no coração 
A vontade de fazer tudo parar 
Fazer a dor parar 
Deixar a morte entrar 
Deixá-la falar 
Tudo aquilo que eu fiz de mais errado 
Tudo aquilo que me deixou desarmado 
Amarrado nesse desgosto de viver 
De amanhecer 
De cada amanhecer 
Amanhã ser 
Talvez 
Outro ser, outra pessoa, o ar 
Eu me cansei de tanta coisa 
E tanta coisa ainda tenho a fazer 
Parece que as forças vão embora 
Parece que você morre a cada hora 
E tenta morrer a cada minuto 
Tudo isso me faz mal, sim
Mas ninguém vai entender o que sinto 
Não minto - não é necessário 
Apenas ponho reparo na minha vontade de deixar tudo 
Primeiro de outubro 
Viver se tornou absurdo. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Antologia Poética À VIDA volume 2 (Poemas, contos e crônicas)



A Antologia Poética À VIDA foi um enorme sucesso! Contamos com a participação de diversos autores de várias regiões do país.

Agora, mais uma vez, temos a imensa satisfação de apresentar a vocês o regulamento da Antologia “À VIDA 2”, com a organização do poeta MARCELINO TAVEIRA DA SILVA e publicação pela FUTURAMA EDITORA E GRÁFICA.

Objetivo:

Promover a literatura nacional e revelar novos talentos e escritores. Este projeto tem a publicação de um livro impresso de Antologia de Poesias, Contos e Crônicas de diversos autores. Não há obrigatoriedade de serem trabalhos inéditos.

Autores:

Aberto a todos os escritores, de ambos os sexos, amadores ou profissionais, residentes ou não no Brasil, que desejem participar do projeto. Os trabalhos deverão ser em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto.

Temática:

Poemas, crônicas ou contos de todos os gêneros variados para dar diversidade à obra.
Não serão aceitos trabalhos que contenham palavras ofensivas e ou ideologias segregacionistas ou discriminatórias.

Datas e prazos:

As datas e prazos abaixo deverão ser cumpridos, mas poderão sofrer alterações em fase de eventualidades que surjam durante o processo.

- Data limite para envio dos textos: 25/12/2017

- Divulgação dos selecionados: 10/01/2018

- Data para pagamento: até 30/01/2018

- Publicação (previsão): Março de 2018



Conheça o edital completo. Envie um e-mail para marcelinotaveira.escritor@gmail.com

Participem, nobres escritores e escritoras!