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terça-feira, 15 de julho de 2014

GRITO EXILADO DE UM EDUCADOR

Sabemos que a luta define
Intencionalmente a formação de um povo.
Mediante todas as dificuldades enfrentadas
Somadas ao nosso trabalho diário
Educar para formar o cidadão
Desenvolver no ser consciente coração.

Estamos sempre carregando um espelho trincado,
Reflexo de um mundo bem mais organizado.
A nossa ideia de desenvolvimento humano
Faz de nós uma imagem côncava.
Então, é hora de um novo plano.

Sim, sede o professor parte do seu saber –
Promove ele a aprendizagem tão sinceramente perseguida,
Associa os saberes, cria direção para a vida.
Transforma um pensamento em ação!
Transforma a nação!

Equilibrar o mundo na ponta do giz
Não é só o que pode transformar o país.
Que não seja dito que é clichê –
Investir na educação é o melhor a se fazer!
Toda mente tem sede de aprender.

Povo heroico,
Brava gente brasileira,
Que é daquele brado retumbante?
Onde estão os raios fúlgidos do sol da liberdade?
Ainda podemos ter esperança no céu da pátria nesse instante?

Senhoras e Senhores da Casa,
Na colheita dos produtos do futuro,
Na dura lida, com calos nos dedos, com a voz cansada,
Em meio a uma esperança reprimida:
Um grito exilado de um educador.

Excelentíssimos,
Do início ao fim do mês,
Fazemos a nossa parte!
Façam a parte de vocês!

Sim, sede o aprender a conhecer,
A fazer, a viver com os outros
Ensinar não é só um fazer da profissão
Educar não é só um ato do coração.
Aprender a ser tem a ver comigo e com você.
A Educação é bem maior que a amplidão do ser.

Quantas vezes nos sentimos atados?
Quantos sonhos bons deixamos de lado?
A educação seria um pássaro em extinção?
Uma mácula cultivada no coração?
Seria um sonho a nos atar à ilusão?

Educação,
Mesmo que a sua bandeira não seja ostentada
Essa batalha ainda não foi terminada.
Canto a ti, minha terra meu país:
Trilhemos o melhor caminho,

Mesmo que ele seja feito de giz!



Um comentário:

  1. O poema "Grito exilado de um educador" é muito especial para mim. Além de demonstrar toda a luta que os educadores, diariamente, enfrentam em seu trabalho, o poema foi escrito em um momento muito especial. Escrevi o poema para retratar o desalento nesse difícil ofício de mediar conhecimentos aos que irão formar o Brasil do futuro. Por enquanto, parece que estamos sozinhos, desamparados pelo sistema educacional. Mas continuamos nossa caminhada com passo firme.
    Todo o poema foi revisado pela minha amada, Adriane Sardinha, que fez modificações significativas para que ele ficar exatamente como está: objetivo, intenso, crítico e politizado.

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