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quarta-feira, 16 de julho de 2014

JARDIM VILA BOA



O Jardim está suspenso
Admirado observo a cidade
Nas esquinas, meu canto
Sobre a ponte, minha liberdade.

Sorrio vermelho de timidez
Ao ver os pássaros voando
E o meu coração cantando
A alegria que em mim se fez.

Pela janela vejo o jardim,
Que profundo invade a terra
A alegria minha é sempre assim...
Cheia de vida
Repleta de lutas
Vazia de guerras
Sinceras condutas.

Precisava de silêncio
E buscava tanto a paz.
A esse local sei que pertenço
E a esperança bem me faz
Um jardim fundo,
Tão profundo em mim –
A cidade de Goiás!

E, se Cora cora, li na minha vida
Toda a poesia nascida nas entrelinhas
Da História.
“Santuário da Serra Dourada”
Memória!
O silêncio das pedras!
Glória! Glória!

As águas correm
Eu vivo bem
Enquanto todos sabem
Que ao jardim retornei.

Quantas coisas ainda serão ditas
Nessa cidade repleta de sentido?
Se hoje uso palavras bem ditas,
É que o amor não me tornou contido.
E caminho contente pelas ruas
Vendo as pessoas cheias de algo
Felicidade em faces nuas
O meu sentimento de fidalgo.

“Levanta o arraial, Vila Boa!”
A vida nessa vila é boa
E seu futuro me faz pensar:
Em mim, que sou tão velho,
A beleza do jardim atua
No meu novo modo de ver,
De entender, de amanhecer
O Goiás que me faz repousar
Que dá sentido ao meu viver!


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