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domingo, 3 de julho de 2016

O BERÇO DE PROCUSTO

Não quero ser Pierrô de triste sorte!
Vê-la em outros braços que não os meus,
Faz-me triste na negra noite
De veras, meus sentimentos são seus.

Por que amar?
Realmente, você é livre
Agora que o meu amor a deixou.
Mas ainda sonho estar
No lugar onde o afeto nos tocou.

O próprio berço da dor fica aqui
Longe da verdadeira liberdade.
Se perdi minhas mãos,
Meu coração pode tocar sua alma
Agora já é tarde.

Agora sou menor que o grão
Da fé de estar com o seu olhar.
Meus sentimentos estão
Onde você não está.

Eu quis ser Junípero da sua janela,
Porém as pedras faziam triste barulho.
Eu sou o triste irmão
Que ficou de fora do seu coração.
Forte trovão mental me faz baralho...

O rei dos Hunos ainda me fere
A política de estar longe do seu carinho.
Vá à catedral donde emana fé
Pelo que, seguirei o meu caminho!




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