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domingo, 3 de julho de 2016

O SR. FOX PAULISTINHA


O Sr. Fox Paulistinha 
Cambaleou pelas ruas...
A noite chegava sempre nua. 

Nesta terra que jamais esqueci, 
Minhas melhores lembranças 
São as alegrias de infância. 

É triste ver os carros passando 
Por estradas que não têm fim 
Continuo sempre esperando 
A minha dor partir. 
Mas é complicado viver pensando 
Que a sua morte me entristece assim 
Continuo sempre esperando 
O meu coração dormir. 

Lá está a hospedaria para cães 
Lugar de paz e muito sossego 
De fato, vivi ilusões 
Atendendo seus pedidos me tornei suspeito. 

- "Bom dia!!"
Ladridos. 
É como se falassem língua nova. 
A vida tem sido uma escola. 

Aquela que poderia ser a mãe 
Dos seus vários belos filhos 
Perdeu-se por caminhos escuros 
Foi-se rumo ao desfiladeiro 
Todos vimos o seu "ir embora". 

Ó triste triste dia ausente do rir, 
Quanto tempo mais?... 
- "O Sr. Fox Paulistinha está aqui!"
Festivais. 

Todos vimos o seu voltar. 
Ela foi para casa; 
Ele morava aqui em casa. 
Não sei o que falar... 

Fiquei na dúvida:
É sempre muro, dentes, um cão? 
Deixaria falar mais alto meu coração? 

Mas a morte veio buscá-lo, 
Trazendo maças e fermento. 
A vida é alegre mas também breve.
Lembrei-me por um momento 
De que ele é do quinta o jardineiro. 
Sempre vivo em meu pensamento, 
O seu porte ordeiro 
Traz-me alegre sentimento. 




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